Festival Literatura-Mundo do Sal: circulação internacional da escrita

Da esquerda para a direita, intérprete e Prabda Yoon, Evel Rocha, José Luís Peixoto, Rodrigo Lacerda, Isabel Lucas e Casimiro Simões

As iniquidades e os desequilíbrios da circulação internacional de literatura estiveram em debate na segunda mesa do festival de literatura-mundo do Sal. No meio editorial, afirmou o brasileiro Rodrigo Lacerda, é possível dizer que a colonização continua em voga: o mercado se vale de suas afinidades eletivas para promover ou rechaçar desigualmente livros de origens e naturezas diversas. O tailandês Prabda Yoon seguiu a mesma linha, destacando a influência excessiva que a língua inglesa assume por sua maior circulação – algo que só se poderia combater com o trabalho fundamental das pequenas editoras. A portuguesa Isabel Lucas ressaltou, ainda assim, a relevância da tradução como forma de transportar diferentes culturas e modos de vida. Evel Rocha comentou a importância de conquistar espaços internos antes de pensar a internacionalização da escrita, e Casimiro Simões aproveitou a ocasião para recitar algumas linhas sobre desertos e lonjuras pessoais.