Finalistas Prêmio Oceanos 2018

 

Em A noite da espera, Milton Hatoum entrelaça drama familiar à história da ditadura militar no Brasil, dando à luz um romance de formação. Ao transitar entre as dimensões pessoal e social do drama, o autor faz de uma ruptura familiar o reverso de um país cindido por um golpe.

 

 

 

 

 

 

 

A Noite Imóvel, livro de poemas de Luís Quintais, é uma indagação sobre o vazio e a destruição que atravessa o nosso tempo. Nele, caminhamos por destroços, marcas numa imobilidade que desafia o percurso da História e apela de forma tão bela quanto dilaceraste, pela memória

 

 

 

 

 

 

 

Nas nove narrativas reunidas em Anjo noturno, Sérgio Sant’Anna explora, num universo de tensão entre anseios e profunda solidão, a dualidade de temas como morte e vida, infância e velhice, paixão carnal e amor fraternal, cruzando as fronteiras entre contos, novelas e memórias.

 

 

 

 

 

 

 

Antiboi, de Ricardo Aleixo, reúne 32 poemas escritos entre 2013 e 2017, muitos deles publicados originalmente nas redes sociais. O livro, na definição do próprio autor, é “atravessado pelo sentido de urgência que caracteriza o momento atual da vida brasileira”, reforçando assim o caráter de resistência que marca a sua obra.

 

 

 

 

 

 

 

As pessoas do drama “é um livro de personagens”, declara seu próprio autor, H.G. Cancela. Pelo olhar questionador do seu narrador, Cancela revela uma escrita densa em torno da culpa, da impunidade e das violências familiares, partindo do teatro como experiência simbólica, esse lugar permanente de tensão entre o que é verdade e encenação.

 

 

 

 

 

 

 

Câmera lenta, de Marília Garcia, reflete sua pesquisa sobre o processo poético. Nele, a autora faz do poema o lugar para experimentar, exercitar o pensamento “ao vivo” e testar procedimentos novos, sempre em aberto.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Hoje Estarás Comigo no Paraíso, Bruno Vieira Amaral usa a investigação do assassínio de um primo como estratégia de recuperação e construção da sua própria memória: a infância, a família, o bairro e as suas personagens, Angola antes da Independência e nos anos que se lhe seguiram, e a figura (ausente) do pai.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em o deus restante, um conjunto de vinte poemas, Luís Carlos Patraquim reproduz uma experiência pessoal e lança um olhar peculiar sobre “os tempos desolados” e o “absurdo da vida”.

 

 

 

 

 

 

 

Em Pai,Pai, Trevisan mescla passado e presente, análises pessoais e referências culturais, atravessa graves momentos políticos na América Latina e a contracultura nos Estados Unidos, compondo um painel inesquecível da relação tumultuosa entre pai e filho ao mesmo tempo que constrói o retrato de toda uma geração.

 

 

 

 

 

 

 

 

Vácuos, de Mbate Pedro, entrelaça o universal e o local, o lirismo e a erudição numa estrutura polirrítimica que estabelece um jogo lúdico com a imaginação e a memória.