Germano Almeida, de Cabo Verde, recebe Prêmio Camões de 2018

Germano Almeida @Estante/Fnac

Considerado o Nobel de literatura em língua portuguesa, o prêmio Camões foi anunciado em 21 de maio, em Lisboa, pelo ministro da Cultura de Portugal, Luís Filipe Castro Mendes. O vencedor é o escritor Germano Almeida, de Cabo Verde.

Nascido em 1945 na ilha da Boa Vista, que integra o arquipélago da República de Cabo Verde, Germano Almeida estudou direito na Universidade de Lisboa e estreou na literatura em 1982, com o romance O dia das calças roladas. Entre seus livros mais aclamados estão Os dois irmãos e O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, ambos adaptados para o cinema. O fiel defunto, da editora Caminho, 2018, é o mais recente romance do escritor, cuja obra já foi traduzida na Itália, na França, na Alemanha, na Suécia, na Noruega e na Dinamarca.

A ata da premiação – lida pelo presidente do júri, José Luís Jobim (que representou o Brasil no Camões, ao lado de Leyla Perrone-Moisés) – descreveu a literatura de Germano Almeida nos termos de “uma obra onde se equilibram a memória, o testemunho e a imaginação; a inventividade narrativa alia-se ao virtuosismo da ironia no exercício da liberdade, de ética e de crítica, conjugando a experiência insular e da diáspora cabo-verdiana. A obra atinge uma universalidade exemplar no respeito à plasticidade da língua portuguesa”.

Instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, o Prêmio Camões já havia sido concedido a um cabo-verdiano – o poeta Arménio Vieira – em 2009. Antes de Germano Almeida, o último autor dos países de língua portuguesa da África a receber o Camões foi o moçambicano Mia Couto, em 2013.

 

Veja, na seção “Artigos e Entrevistas”, texto de Oceanos sobre a obra de Germano Almeida.