Oceanos 2018 tem número recorde de inscrições e participação efetiva da África, do Brasil e de Portugal

Reunião de jurados na sede da Associação Oceanos, no Estoril, Portugal. Da esquerda para direita: Ana Mafalda Leite, Manuel Frias Martins, Alberto Oliveira Pinto, Djaimila Pereira, João Luís Barreto Guimarães, José Riço Direitinho, as curadoras Isabel Lucas e Selma Caetano, António Guerreiro, Nuno Félix da Costa, Pedro Mexia, Filinto Elíseos e Everardo Norões.

As inscrições para a edição de 2018 do Oceanos se encerraram no dia 23 de março com número recorde de livros validados pela curadoria: 1.364 obras.

A poesia despontou com mais de 40% dos livros inscritos. Os romances ficaram em segundo lugar, representando cerca de 35% do total das inscrições, mais do que o dobro de livros de contos. Confira aqui as obras concorrentes.

Embora Brasil e Portugal respondam por 95% das inscrições, a edição deste ano apresenta um aumento expressivo no número de livros publicados originalmente por editoras sediadas na África, nomeadamente, Moçambique, Cabo Verde e Angola: 37 livros, contrastando com os 6 da edição anterior. Ou seja, mais de 500% no total. O salto revela que a proposta do Oceanos de consolidar a sua presença na África obteve alcance inédito.

Contribuíram para a adesão das editoras africanas ao Oceanos especialmente os jurados Nataniel Ngomane, de Moçambique, Filinto Elísios, de Cabo-Verde, e Ondjaki, de Angola.

Nataniel Ngomane

Ondjaki

Filinto Elísios

 

 

 

 

 

 

 

Em resposta ao crescimento no número de inscrições Oceanos ampliou e diversificou seu corpo de jurados. Graças ao apoio do Fundo de Fomento Português Oceanos 2018 conta com 20 jurados de Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde.  O apoio do Itaú Cultural possibilita a participação de 53 jurados de diferentes regiões do Brasil. Veja aqui quem são os jurados e curadores dessa edição.

Entre os 1364 livros inscritos, apenas três tiveram edições em mais de um país: A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, do angolano José Eduardo Agualusa (publicado em Portugal pela Quetzal e no Brasil pelo selo Tusquets, da Planeta); Rua Antes do Céu, de José Luiz Tavares (pela portuguesa Abysmo e pela cabo-verdiana Rosa de Porcelana); e O Bebedor de Horizontes, de Mia Couto (pela Caminho, em Portugal, e pela Fundação Fernando Leite Couto, de Moçambique).

Esse dado demonstra a necessidade, atendida pelo Oceanos, de se criarem instrumentos de difusão das literaturas de língua portuguesa para buscar maior integração e conhecimento recíproco entre as comunidades que se expressam no idioma.

 

Etapas do Prêmio

Nesta fase inicial, o Júri de Avaliação irá escolher as 50 obras semifinalistas (a serem divulgadas no início de agosto) e elegerá, entre si, os integrantes do Júri Intermediário – que escolherá os 10 finalistas – e do Júri Final – que vai determinar os 4 vencedores do Oceanos.

O resultado será divulgado pela Curadoria ainda em 2018, em data e local a serem definidos. O livro vencedor receberá R$ 100 mil; o segundo colocado, R$ 60 mil; o terceiro, R$ 40 mil e o quarto, R$ 30 mil, sendo que livros de diferentes gêneros literários concorrem entre si.

Parceria com o Itaú Cultural, patrocinado pelo Itaú, pela República de Portugal, por meio do Fundo de Fomento Português, e pela CPFL Energia, o Oceanos 2018 contempla obras de literatura em língua portuguesa publicadas em qualquer país, desde que tenham sido escritas e editadas em português com primeira edição em 2017.