Prêmio Oceanos 2018

Finalistas do Oceanos 2018

Os 10 finalistas da edição 2018 foram eleitos em reunião presencial no Itaú Cultural, dia 29 de outubro. Com total equilíbrio entre os gêneros, foram contemplados 5 livros de prosa e 5 livros de poesia.

Prosa

Dois romances de autores brasileiros – A noite da espera, de Milton Hatoum e Pai, pai, de João Silvério Trevisan –, e dois de autores portugueses — As pessoas do drama, de H. G. Cancela, e Hoje estarás comigo no paraíso, de Bruno Vieira Amaral. E o livro de contos Anjo noturno, do brasileiro Sérgio Sant’Anna.

Poesia

Os cinco livros de poesia classificados representam três países: O Deus restante, de Luís Carlos Patraquim, e Vácuos, de Mbate Pedro, ambos de Moçambique; Antiboi, de Ricardo Aleixo, e Câmera lenta, de Marília Garcia, do Brasil; e A noite imóvel, de Luís Quintais, de Portugal.

O corpo de jurados que avaliou as 60 obras semifinalistas e elegeu os finalistas foi formado por Ana Paula Tavares, de Angola; Daniel Munduruku, Flora Sussekind, Heitor Ferraz e Julián Fuks, do Brasil; Helena Buescu, Maria João Cantinho e Pedro Mexia, de Portugal.

Ana Paula Taveres
Angola

Daniel Munduruku
Brasil

Flora Sussekind
Brasil

Heitor Ferraz
Brasil

 

 

 

 

 

Helena Buescu
Portugal

Julián Fuks
Brasil

Maria João Cantinho
Portugal

Pedro Mexia
Portugal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após os trabalhos os jurados do Oceanos 2018 concluíram:

nas 10 obras consensualmente escolhidas pelo júri como semifinalistas do Oceanos, há a destacar o trabalho de fluidez entre gêneros literários, de forma a interrogar as suas fronteiras; a esta questão se associa o jogo entre forma breve e poema longo, visível quer nas 5 obras de poesia quer nas 5 obras de ficção narrativa . Além disso, destacam-se como linhas temáticas da produção literária de 2017, simultaneamente representadas nas obras selecionadas para a final, um movimento autobiográfico que não se esgota num enclausuramento do eu, bem como a interrogação das histórias familiares, enquanto heranças que transportam mistérios, segredos e diversas formas de violência”.

Clique aqui para conhecer um pouco mais os jurados que elegeram os 10 finalistas.

Em 2018, a curadoria é composta pela escritora e jornalista Isabel Lucas, de Portugal; pela gestora cultural Selma Caetano, pela editora Mirna Queiroz e pelo jornalista Manuel da Costa Pinto, do Brasil.

Isabel Lucas (Portugal); Selma Caetano, Manuel da Costa Pinto e Mirna Queiroz (Brasil)

Clique aqui para conhecer um pouco mais os curadores.

 

Semifinalistas do Oceanos 2018

A primeira fase de votação do Oceanos definiu os 60 semifinalistas entre 1.364 livros inscritos ao prêmio. Foram classificadas 60 obras de escritores nascidos em seis diferentes países de língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

Entre os semifinalistas, seis obras e cinco autores representaram o continente africano: cinco de Moçambique e uma de Cabo Verde. Número recorde de africanos na história do prêmio.

Destacou-se ainda a presença, inédita entre os semifinalistas, de um escritor timorense (Timor Leste integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa): o romancista Luís Cardoso. Outro dado relevante é que pela primeira vez houve três semifinalistas nascidos em países em que o português não é língua oficial ou de expressão, mas que adotam o português como idioma literário: a escritora romena Golgona Anghel, o espanhol Alfonso Pexegueiro (ambos publicados em Portugal) e a suíça Prisca Agustoni (publicada no Brasil).

Além disso, dois autores portugueses se tornaram semifinalistas com obras com primeira edição no Brasil, António Carlos Cortez e Judite Canha Fernandes. Em 2017, todos os semifinalistas portugueses haviam sido publicados primeiramente em Portugal.

O regulamento previa uma lista de 50 semifinalistas, a partir das notas atribuídas por 73 jurados (sendo que cada livro foi lido por três diferentes jurados). Porém, empates técnicos nas últimas colocações determinaram a inclusão de 10 livros, totalizando 60 títulos: 31 romances (entre 483 inscrições), sete livros de contos (entre 206 inscritos) e 22 livros de poesia (entre 576 inscritos). Todos eles concorreram entre si, já que o Oceanos premia as quatro melhores obras sem distinção de gênero literário.

34 diferentes editoras publicaram os 60 semifinalistas – o que denota a grande participação e diversidade do circuito editorial que lança obras em português. A lista traz 18 editoras do Brasil com 33 autores; 11 de Portugal, com 16 autores; duas de Moçambique, com quatro autores (um deles, Luís Carlos Patraquim, com duas obras), e uma editora de Cabo Verde com um autor.

Nessa etapa foram também definidos os oito jurados que elegeram os dez finalistas da edição 2018, na qual concorreram, exclusivamente, obras publicadas em primeira edição no ano de 2017.

Veja aqui a lista completa de semifinalistas.

 

Inscrições 2018

Oceanos 2018 teve número recorde de inscrições e participação efetiva da África, do Brasil e de Portugal

As inscrições para a edição de 2018 do Oceanos se encerraram no dia 23 de março com número recorde de livros validados pela curadoria: 346 diferentes editoras com 1.364 obras.

A poesia despontou com mais de 40% dos livros inscritos. Os romances ficaram em segundo lugar, representando cerca de 35% do total das inscrições, mais do que o dobro de livros de conto.

Confira aqui as obras concorrentes.

Embora Brasil e Portugal respondam por 95% das inscrições, a edição deste ano apresenta um aumento expressivo no número de livros publicados originalmente por editoras sediadas na África, nomeadamente, Moçambique, Cabo Verde e Angola: 37 livros, contrastando com os 6 da edição anterior. Ou seja, mais de 500% no total. O salto revela que a proposta do Oceanos de consolidar a sua presença na África obteve alcance inédito.

Contribuíram para a adesão das editoras africanas ao Oceanos a presença de jurados como Filinto Elísio, de Cabo-Verde, Ondjaki e Ana Paula Tavares, de Angola.

Colocar nessa página as fotos de Filinto Elísios, de Cabo-Verde, Francisco Noa, de Moçambique; e Ondjaki, de Angola.

Tirar a foto de Nataniel Ngomane da página e também do PDF de biografia dos jurados do júri de avaliação

Em resposta ao crescimento no número de inscrições Oceanos ampliou e diversificou seu corpo de jurados. Graças ao apoio do Fundo de Fomento Português, Oceanos 2018 contou com 20 jurados de Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde.  O apoio do Itaú Cultural possibilitou a participação de 53 jurados de diferentes regiões do Brasil.

Veja aqui quem são os jurados e curadores dessa edição.

Entre os 1.364 livros inscritos, apenas três tiveram edições em mais de um país: A sociedade dos sonhadores involuntários, do angolano José Eduardo Agualusa (publicado em Portugal pela Quetzal e no Brasil pelo selo Tusquets, da Planeta); Rua antes do céu, de José Luiz Tavares (pela portuguesa Abysmo e pela cabo-verdiana Rosa de Porcelana); e O bebedor de horizontes, de Mia Couto (pela Caminho, em Portugal, e pela Fundação Fernando Leite Couto, de Moçambique).

Esse dado demonstra a necessidade, atendida pelo Oceanos, de se criarem instrumentos de difusão das literaturas de língua portuguesa para buscar maior integração e conhecimento recíproco entre as comunidades que se expressam no idioma.