Festival Literatura-Mundo do Sal: recepção e divulgação

Da esquerda para a direita, Bárbara Mesquita, Clara Riso, a moderadora Selma Caetano, Danny Spínola e Prabda Yonn e o intérprete Rodrigo Lacerda

A sexta mesa do Festival Literatura-Mundo do Sal, “Tradução, edição e internacionalização”, teve a mediação da gestora cultural brasileira e curadora do prêmio Oceanos Selma Caetano, e reuniu Clara Riso, diretora da casa Fernando Pessoa; Bárbara Mesquita, tradutora e intérprete para as línguas portuguesa, espanhola e alemã; Danny Spínola, jornalista, escritor, presidente do Conselho da Sociedade Cabo-Verdiana de Autores e membro fundador da Academia Cabo-Verdiana de Letras; e Prabda Yonn, escritor, tradutor, designer e cineasta tailandês.

A partir da reflexão de cada participante sobre a percepção do conhecimento da língua portuguesa no exterior, Bárbara Mesquita expôs sua vasta experiência em cursos e oficinas de tradução, sem os quais não há possibilidade de divulgação internacional das obras de uma nação. Clara Riso falou das atividades da Casa Fernando Pessoa para a internacionalização do legado singular do poeta, assim como para a reflexão sobre criação literária e suas múltiplas leituras. O escritor Prabda Yoon falou sobre a peculiaridade de ser um escritor de origem tailandesa, hoje residente em seu país natal, mas que no entanto passou a adolescência nos EUA, analisando como isso afetou sua formação e afeta, na carreira literária, sua produção e a recepção de sua obra. Danny Spínola, que leu um poema em língua crioula, falou da necessidade de diálogo entre as línguas crioula e portuguesa na construção da literatura cabo-verdiana e também do papel da crítica literária para os escritores cabo-verdianos.