Prêmio Oceanos 2020

Concorrentes

Concorrem ao Oceanos 1.872 livros publicados em 10 países: Angola (um), Brasil (1.655), Cabo Verde (cinco), Canadá (um), Dinamarca (um), Espanha (três), Estados Unidos (oito), Letônia (um), Moçambique (10) e Portugal (189), além da região administrativa chinesa Macau (um).

Do conjunto de livros inscritos, apenas três foram editados em mais de um país: O universo num grão de areia, livro de crônicas do moçambicano Mia Couto, publicado em Moçambique pela Fundação Fernando Leite Couto e em Portugal pela Caminho; o romance Torto Arado, do brasileiro Itamar Vieira Júnior, publicado em Portugal pela Leya e no Brasil pela Todavia, e o livro de poemas Um objeto cortante, da brasileira Alexandra Maia, publicado em Portugal pela Gato Bravo e no Brasil pela Numa Editora.

450 editoras inscreveram suas obras: uma editora angolana, 377 brasileiras, duas cabo-verdianas, uma macauense, quatro moçambicanas e 60 portuguesas. 162 obras – 8,6% do total das inscrições – foram editadas pelo próprio autor.

Participam do Oceanos 2020 escritores de 11 nacionalidades diferentes: Angola (11), Argentina (dois), Áustria (um), Benin (um), Brasil (1.574), Cabo Verde (sete), Espanha (quatro), Moçambique (10), Peru (um), Portugal (156) e Uruguai (dois), além de dois luso-angolanos e dois luso-brasileiros – todos escrevendo e publicando originalmente em língua portuguesa, principal critério do prêmio.

Dentre as categorias avaliadas pelo Oceanos, poesia – com 849 livros – corresponde a 45,4% das inscrições. Os romances somam 588 obras e representam 31,4% do total; os livros de contos – 289 inscrições – perfazem 15,4%, seguidos por 109 volumes de crônicas – 5,8% – e 37 obras de dramaturgia – 2%.

Todos os livros concorrem entre si, uma vez que o Oceanos elege as três melhores obras publicadas no ano anterior ao da premiação sem distinção de gênero literário. O valor total do prêmio desta edição soma R$ 250 mil: o livro vencedor receberá R$ 120 mil; o segundo colocado, R$ 80 mil, e o terceiro, R$ 50 mil.

Conheça aqui a lista de obras brasileiras inscritas ao Oceanos 2020.

Conheça aqui a lista de obras estrangeiras inscritas ao Oceanos 2020.

Júri de Avaliação

Nesta primeira etapa, um júri diverso, composto por 88 profissionais — professores de literatura, críticos literários, escritores, poetas e jornalistas — de oito países, lê e avalia as obras inscritas para escolher os 50 semifinalistas, que serão divulgados em agosto. Os jurados também elegem, entre si, os 14 membros dos júris das etapas subsequentes.

Conheça aqui os jurados da primeira fase do Oceanos 2020.

Processo

Na segunda etapa, o júri intermediário — formado por sete profissionais de pelo menos duas nacionalidades — será responsável por escolher os 10 finalistas entre os semifinalistas. Na terceira e última etapa, o júri final — formado por outros sete profissionais de pelo menos duas nacionalidades — será encarregado da decisão dos três vencedores.

A tecnologia desenvolvida pelo Núcleo de Inovação do Itaú Cultural permite que todos os concorrentes sejam avaliados em uma plataforma digital. Em razão da pandemia da Covid-19, o Oceanos executará suas três etapas de avaliação por meios virtuais. Nas edições anteriores, apenas a primeira etapa era totalmente digital; nas demais, os jurados recebiam os livros por meio da plataforma e reuniam-se presencialmente para deliberar sobre o resultado. A solução visa priorizar a saúde dos jurados e diminuir os impactos negativos da pandemia.

Curadoria

A curadoria desta edição é formada pela linguista Adelaide Monteiro, de Cabo Verde, a escritora e jornalista Isabel Lucas, de Portugal e o jornalista Manuel da Costa Pinto, do Brasil, com coordenação da gestora cultural Selma Caetano.

Nossos Parceiros

Celebramos neste ano a parceria entre o Oceanos e a DGLAB – Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, de Portugal. Em 2020, o prêmio segue com os patrocínios do Banco Itaú e da República de Portugal; os apoios do Itaú Cultural e do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, e o apoio institucional da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Para Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, “o Prêmio Oceanos segue crescendo e refirmando, assim, a sua importância para disseminar e promover intercâmbios entre todos os países de língua portuguesa. Os meios tecnológicos de que hoje dispomos contribuem na ampliação do número de inscritos e da cobertura geográfica e tornam-se mais fundamentais neste momento de suspensão social no mundo, em decorrência da pandemia, permitindo que preservemos os jurados”.

Para a DGLAB, “o Prémio Oceanos, ao abranger toda a produção literária em língua portuguesa, é um dos maiores e mais importantes instrumentos para a consolidação e promoção da língua portuguesa, já que valoriza a língua na sua diversidade geográfica e criativa, contribuindo para cimentar a sua identidade, que é tanto mais rica quanto mais capaz de integrar a pluralidade de forma interativa”.