Sobre

Oceanos – História

 

Criado no Brasil em 2003, com o nome de Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, o Oceanos expandiu a sua abrangência e tornou-se uma das principais referências no cenário literário.

Em 2007 — ainda com o patrocínio da empresa portuguesa de telecomunicações, Portugal Telecom, e o título Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa —, passou a contemplar todos os livros escritos em língua portuguesa publicados no Brasil. De 2007 a 2014, o prêmio Portugal Telecom garantiu por regulamento a seleção de 20% de livros portugueses e/ou africanos entre os semifinalistas e finalistas.

Em 2015, com a saída da Portugal Telecom do Brasil, o Banco Itaú assumiu o patrocínio do prêmio. Com a parceria do Itaú Cultural, responsável por todo o operacional do prêmio, a curadora Selma Caetano e um conselho formado pelos estudiosos de literatura Antônio Carlos Secchin, Beatriz Resende, Benjamim Abdala Jr., Flora Sussekind, José Castello, Leyla Perrone-Moisés, Lourival Holanda e Manuel da Costa Pinto avaliaram e aperfeiçoaram o regulamento, lançando as primeiras sementes da ampliação para toda a língua portuguesa. Com a mesma estrutura democrática e a diversidade do corpo inicial de jurados, o prêmio passou a chamar-se Oceanos.

Em 2017, depois de 14 edições contemplando obras de literatura em língua portuguesa editadas no Brasil, o Oceanos abriu as suas inscrições para livros escritos em língua portuguesa publicados em qualquer lugar do mundo. Tornou-se, assim, um prêmio transnacional em sua estrutura e em sua dinâmica de avaliação, com júris compostos por especialistas de países do continente africano, Brasil e Portugal.

Em 2019, o Oceanos firmou apoio institucional com a CPLP — Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e parceria com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, o que possibilitou a participação de uma nova curadora do prêmio. A linguista cabo-verdiana Adelaide Monteiro irá compor a curadoria da edição de 2019 do Oceanos junto ao crítico literário e jornalista brasileiro Manuel da Costa Pinto, à gestora cultural brasileira Selma Caetano e à jornalista portuguesa Isabel Lucas. Os acordos mencionados tratam-se de passos importantes para difusão da diversidade e da qualidade da produção literária em língua portuguesa.

Por fim, o Oceanos tem como objetivo seguir com os avanços conquistados até então, possibilitando, futuramente, a participação de pelo menos um curador natural de cada um dos nove países da CPLP.